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A RELIGIÃO VIROU SHOW?  escrito em sexta 27 janeiro 2012 09:17

Blog de albertofioravanti :ALBERTO FIORAVANTI, A RELIGIÃO VIROU SHOW?

Crônica publicada no jornal “O Diário” de Campos dos Goytacazes, em 27 de janeiro de 2012.

   O cristianismo no Brasil vive momentos de muita exposição na mídia através de certos religiosos-artistas ou “padre-boa pinta-sensual”, que excitam as platéias. Eu não acredito no valor evangelizador desses shows para “divulgar” a mensagem de Cristo. O que vejo são “fãs” gritando e acenando, ante um padre cantor, maquiado, com olhares sensuais, parecendo estar num clímax de excitação. Seria a forma de evangelização que agora recomenda a Igreja Católica para o Brasil? Duvido, mas há um ditado que diz: “quem cala consente”!

   Ao ver as deprimentes propagandas de shows desses padres, me lembro do que disse o insigne Doutor da Igreja Católica, São Jerônimo: “Procurando na História quais os homens que têm difundido na Igreja o veneno das heresias, não encontrei outros senão os padres”. Será que São Jerônimo estava incompetente quando escreveu isso ou suas palavras perderam valor? Que será que ele diria hoje sobre esses padres-cantores que não tem tempo para celebrar missas?

   É triste ver na televisão certo padre travestido de leigo, maquiado, usando roupas de luxuosa grife, ao lado de mulheres seminuas e de apresentadores que dão a entender serem defensores do aborto, eutanásia, promiscuidade, inimigos das virtudes, e amigos dos vícios. Seriam os shows e a venda de CDs, DVDs e livros a meta da Igreja? O mundo necessita de um cristianismo da palavra, pois se ela estiver fragilizada teremos uma “Igreja” de discursos vazios, e todos os padres deveriam trazer fiéis às igrejas para rezar, escutar a palavra, e para a partilha do pão e do vinho, não para shows. Seria o nascer de uma igreja brasileira diferente da Igreja de Roma?

   Será que se lembram do padre, José Pinto, da Bahia, que ficou famoso em Salvador, ao dançar ritmos populares durante a celebração da missa no dia de reis de 2011? A Festa de Reis é uma grande comemoração e as ruas do bairro da Lapinha estão cheias de turistas, e até dentro da igreja. Em cada missa, o padre Pinto era um show – ele, um bailarino de formação, que estudou balé no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, nesse ano havia adotado escandalosas roupas coloridas para homenagear as diferentes raças e lembrar os três reis magos. Nessa missa de reis, padre Pinto prestava homenagem a “oxum”, a orixá das águas doces, e ele garantia: “A igreja sabe, Dom Geraldo sabe, e a CNBB sabe, o povo é que se assusta”.

   A tal missa começou com uma evolução que lembrava os antigos rituais indígenas e em seguida, o padre mudou de roupa e voltou a arriscar uns passos. No sermão, padre Pinto respondeu a uma carta de um grupo de fiéis, que pedia seu afastamento da igreja. “Eu não quero sair daqui, eu quero morrer no altar!”, disse ele. O sermão da sacrílega missa blasfema foi terminado com gritos histéricos do padre afirmando repetidas vezes: "não quero sair daqui... não quero sair daqui... quero morrer no altar”... Agora eu me pergunto: como foi possível se chegar a este sacrilégio? Como alguns fiéis o aceitaram como se fosse a "coisa" mais normal do mundo católico? Que vergonha! Depois de muita polêmica, o padre José Pinto sumiu, e à noite ele não apareceu mais para celebrar a missa que encerraria os festejos de reis. Que disseram seus superiores? Onde o esconderam ou para onde o transferiram?  De quem é a culpa?

   Algum tempo atrás escutei falar de um bispo de Mato Grosso do Sul, que ameaçou de excomungar os fiéis que participassem da Missa Tridentina - isto é, a Missa que em 1969 foi substituída pela Nova Missa. Gostaria de saber o que diria esse bispo sobre a "Missa" de oxum e sobre esse "padre bailarino", que "presidia a assembléia in nome de OXUM”! Será que o ameaçaria ou estaria com oxum?  Será que esse bispo aprova os fiéis que acham "que hoje tudo está bem"? Realmente não sei. Tudo indica que há uma espessa argamassa de ignorância religiosa que parece ter sido consolidada por erros de quem deveria estar ensinado a doutrina de Cristo. Em troca de que há um permissivismo de certos superiores? Seria pela fama e dinheiro?

   Concluindo, lembro o escândalo causado pelo ex-padre Alberto Cutié, pároco de Miami Beach, um bonitão que encantava a muitos com seus programas na rádio e televisão americana, até que foi fotografado de calção, deitado numa praia, abraçado a uma garota e com sua mão dentro da parte inferior de seu biquíni. Seria isso parte de uma nova forma de evangelizar? Não creio que a Igreja necessita de sacerdotes para shows, mas sim para celebrar os sacramentos!

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SÃO SEBASTIÃO, MARTIR E SANTO.!  escrito em sexta 20 janeiro 2012 07:11

Blog de albertofioravanti :ALBERTO FIORAVANTI, SÃO SEBASTIÃO, MARTIR E SANTO.!

Crônica publicada no jornal “O Diário” de Campos dos Goytacazes, em 20 de janeiro de 2012.

   Hoje a Igreja Católica comemora a São Sebastião, um santo muito popular no mundo. Ele é o padroeiro do município do Rio de Janeiro e deu seu nome à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Reza a lenda que, durante a batalha final que expulsou os franceses que ocupavam o Rio, São Sebastião foi visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os franceses calvinistas. O dia da batalha coincidiu com o dia da comemoração do santo, 20 de janeiro.

   A vida de São Sebastião é admirável. Ele foi um extraordinário homem e soldado romano que havia nascido em Narvonne, França, no final do século III. Desde muito cedo, seus pais se mudaram para Milão onde ele cresceu e foi educado, e ainda em sua infância, Sebastião sempre se mostrou forte e piedoso na fé. Ao atingir a idade adulta, alistou-se como militar, nas legiões do Imperador Diocleciano, que até então ignorava o fato de Sebastião ser um cristão de coração.

   Os cristãos eram perseguidos como inimigos do Império Romano pelo fato de não adorarem os deuses pagãos. Sebastião viveu assim num tempo de perseguição, em que era proibido dizer que era seguidor de Jesus, e os soldados romanos prendiam os cristãos, pelo fato de não adorarem os deuses pagãos. Todos os que adotassem o caminho cristão eram aprisionados e seus bens confiscados. Foi nesse cenário que a mãe de Sebastião lhe transmitiu o dom da fé cristã, incutindo nele os valores do Evangelho de Jesus Cristo. Ela lhe transmitiu uma fé viva e verdadeira, que o comprometia em tudo. Sebastião era um cristão, e o imperador não sabia disso, e assim Sebastião pode ajudar tanto aos demais cristãos que foi conhecido depois como o Defensor da Igreja. A atuação de Sebastião consistia, principalmente, em confortar os cristãos que eram perseguidos, e especialmente aos que padeciam no martírio. Até pessoas em altos postos do sistema carcerário romano se converteram à fé em Jesus por meio do seu testemunho.

   A pessoa de São Sebastião retrata a imponência, a prudência e a bravura de um jovem militar, comandante da guarda pessoal do Imperador, posição que o possibilitou ser um grande benfeitor dos cristãos encarcerados em Roma, a quem visitava com frequência e que com suaves palavras consolava e animava os candidatos ao martírio. O santo escolheu a milícia de Cristo; e o Imperador o ameaçou de morte, mas Sebastião, se manteve firme em sua fé, exercitava o apostolado entre seus companheiros, e visitava e alentava os cristãos presos por causa de Cristo.

   Esta situação não poderia durar muito, e ele foi denunciado ao imperador que o obrigou a escolher entre ser seu soldado ou seguir a Jesus Cristo. Então o imperador ficou indignado, pois o homem em que pusera sua confiança era um cristão (e cristão de ação!); e o condenou a morrer flechado: os soldados do levaram-no para um campo aberto, e os arqueiros o amarraram a uma árvore e o flecharam. Dando-o por morto, abandonaram-no preso a uma árvore. Acontece que, como Deus não abandona aos seus servos, Sebastião, por um milagre, resistiu às várias flechadas e sobreviveu. Entretanto, seus amigos que ao vê-lo ainda com vida, o levaram para casa de uma nobre cristã romana, chamada Irene, que o manteve escondido e curou-lhe as feridas até que ficasse restabelecido.

   Os amigos de Sebastião o aconselharam sair de Roma, mas ele se negou, pois seu coração ardoroso do amor de Cristo impedia que ele não continuasse anunciando a seu Senhor. Por outro lado já recuperado, com valentia ele se apresentou perante o Imperador, que ficou desconcertado porque o dava por morto. E São Sebastião o repreendeu com energia por sua conduta de perseguir os cristãos, e raivoso, o imperador ordenou que o açoitassem até morrer, e desta vez os soldados cumpriram sem erros a missão e atiraram seu corpo em um lamaçal. Os cristãos o recolheram e o enterraram na Vía Apia, na célebre catacumba que leva o nome de São Sebastião. Sem sombra de dúvida, São Sebastião é um exemplo a ser seguido. Por Jesus ele viveu e morreu, e muitas pessoas conheceram o amor de Deus, manifestado em Jesus, por intermédio da pregação desse jovem soldado romano.

   Que São Sebastião nos ensine também a vivenciar novos tempos de solidariedade, de partilha e de perdão e nos inspire a sermos mensageiros da paz de Cristo!

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CELEBRAÇÃO A SANTO AMARO.  escrito em domingo 15 janeiro 2012 14:04

Blog de albertofioravanti :ALBERTO FIORAVANTI, CELEBRAÇÃO A SANTO AMARO.

Crônica publicada no jornal “O Diário” de Campos dos Goytacazes, em 15 de janeiro de 2012.

   O distrito de Santo Amaro, em Campos dos Goytacazes vive hoje um de seus grandes dias com a tradicional festa em homenagem ao seu santo padroeiro. As celebrações incluem missa solene e a celebre cavalhada (representação da luta entre os mouros e os cristãos), que revive uma antiga tradição local. Uma infraestrutura adequada foi preparada para propiciar aos fiéis, visitantes e moradores do distrito, boas condições para participar dos eventos programados numa parceria entre a Prefeitura de Campos e a Paróquia de Nossa Senhora das Graças.

   A novidade desde ano é a realização do I circuito religioso denominado Caminho de Santo Amaro, com o envolvimento dos fiéis que se dirigirão ao distrito, partindo de Campos. Este é um dia de grande alegria para todos, com celebrações religiosas e populares, mas para mim também é um dia de grande saudade, pois seria o aniversário de minha mãe.

   E quem foi Santo Amaro? Amaro é o nome pelo qual Santo Mauro também é conhecido. Ele nasceu no ano de 512, na cidade de Roma, filho único do senador Eutíquio e de Júlia, uma rica fidalga. Aos doze anos, Amaro teve um sonho, onde uma voz lhe dizia para dedicar sua vida ao serviço de Cristo, e que assim seria conduzido para o caminho da santidade. Ele interpretou o sonho como um chamado de Deus e comunicou aos pais seu desejo de ingressar num mosteiro.

   Eutíquio era amigo do abade Bento de Núrcia (São Bento), venerado pela Igreja como o “pai dos monges ocidentais”, e conhecia seu trabalho com os jovens que desejavam estudar e se aprofundar na fé, por isto decidiu que seu filho iria para lá. Assim, aos 12 anos Amaro (Mauro) foi confiado a São Bento, juntamente com seu primo Plácido, de sete anos. Os meninos ingressaram no mosteiro de Subiaco, onde estudaram e aprofundaram sua fé em Deus.

   Relatos revelam que certo dia, enquanto São Bento rezava e Amaro executava suas tarefas, o abade teve uma visão do menino Plácido se afogando no riacho onde fora buscar água. São Bento chamou Amaro e o mandou que corresse para o riacho onde seu primo se afogava e que tentasse salva-lo. Amaro se concentrou e agiu tão rapidamente, que nem percebeu que andava sobre as águas daquele riacho, puxou o primo pelos cabelos e o levou para a terra firme. Esse foi o primeiro prodígio de Amaro, que salvou o primo, andando sobre as águas, como fez São Pedro para atender o chamado de Jesus, andando sobre as águas do mar da Galileia. Em agradecimento ao salvamento de seu filho Plácido, Tertulius deu a São Bento um terreno em Monte Cassino onde ele construiu o seu primeiro monastério.

   Amaro ou Mauro se tornou discípulo predileto de São Bento. Quando São Bento foi para Monte Cassino em 525 ele deixou Mauro encarregado dos monastérios em Subiáco. Registros da época indicam que Santo Amaro foi um homem virtuoso e um modelo de obediência, humildade e caridade. Tanto que em 535 quando São Bento recebeu o convite para abrir um mosteiro na Gália, atual França, o escolhido para a missão foi Amaro. Os registros indicam que Santo Amaro (São Mauro) foi o fundador e Abade do Mosteiro de Glanfeuil na França, que frutificou tanto que o mosteiro francês deu origem a uma cidade com o seu nome, Saint Maur, e que se tornou numa das mais importantes instituições católicas e que se expandiu por toda a Europa, e o exemplo de Santo Amaro fortaleceu em muitos a missão de servir a Deus.

   O monge Fausto escreveu um livro “A Vida de Amaro, abade”, e nele narrou que Santo Amaro, aos setenta e dois anos, contraiu a peste, epidemia que havia se instalado no mosteiro, levando à morte uma centena de religiosos. Ele agonizou durante cinco meses, morrendo santamente em 15 de janeiro de 584 tendo sido sepultado na igreja de São Martinho, a mesma em que costumava ir rezar. Atualmente suas relíquias estão na Cripta da Capela do mosteiro de Monte Cassino, na Itália. A Igreja o canonizou e a festa de Santo Amaro acontece no dia de sua morte, e a partir de 1962, seu primo Plácido passou a ser celebrado junto com ele.

   São Amaro é representado na arte litúrgica como um jovem beneditino andando sobre as águas para salvar Plácido; ele também é mostrado como um Abade beneditino, com um livro e o báculo pastoral. O culto e a devoção a Santo Amaro é muito difundido em todo o mundo e que, como aqui em Campos dos Goytacazes as romarias e peregrinações aumentam a cada ano.

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O MILAGRE DA FOTÓGRAFIA.  escrito em domingo 15 janeiro 2012 13:09

Blog de albertofioravanti :ALBERTO FIORAVANTI, O MILAGRE DA FOTÓGRAFIA.

Crônica publicada o jornal “O Diário” de Campos dos Goytacazes em 13 de janeiro de 2012.

   Esta semana se comemorou o Dia Nacional do Fotógrafo, e os calendários registram os dias 6, 7, 8 e 9 de janeiro como sendo o dia do fotógrafo, o dia da fotografia, o dia nacional do fotógrafo e o dia nacional da fotografia. E com esta crônica quero homenagear a um dos grandes fotógrafos da nossa cidade, o amigo Dib Hauaji, um apaixonado pela fotografia, que através dos anos, vem revolucionando a arte da fotografia na nossa cidade.

   A história nos ensina que comemoramos essa data pela chegada do “daguerreotipo” ao Brasil, trazido de Paris para o Rio de Janeiro pelo abade Louis Compte, que o apresentou e presenteou à D. Pedro II, quem se tornou assim no primeiro fotógrafo brasileiro.

    Foi com a fotografia que o homem encontrou uma das formas mais perfeitas para gravar e reproduzir suas manifestações culturais. E por volta de 1554, Leonardo Da Vinci descobriu o princípio da câmera escura onde a luz refletida por um objeto projeta sua imagem no interior de uma câmera escura, através de um orifício por onde entram os raios luminosos. Baseado neste princípio os artistas simplificaram o trabalho de copiar objetos e cenas, utilizando câmeras dos mais diversos formatos e tamanhos. Eles se colocavam dentro da própria câmera e copiavam numa tela presa na parede oposta ao orifício da caixa, a imagem refletida.

   Os primeiros fotógrafos foram, em sua maioria, pintores, desenhistas e gravadores que queriam ampliar suas atividades e aumentar sua produção, e optaram por utilizar essa técnica na elaboração dos retratos, que era o estilo preferido pela população ávida por se ver eternizada. Diversos estúdios foram abertos nas grandes capitais, e as cidades menores eram visitadas pelos fotógrafos itinerantes. Por ter um manuseio complicado, a fotografia não era ainda praticada por amadores, sendo restrita aos profissionais. Lembro-me bem dos fotógrafos ambulantes que circulavam pela nossa cidade, tirando retratos nas praças e jardins, lá pelos anos 1940 e 1950.

   Agora, com a simulação de imagens fotográficas por computador e com a possibilidade de manipular infinitamente os dados registrados na película por processos digitais, estamos assistindo a uma demolição definitiva do mito da objetividade fotográfica, sobre o qual se fundaram as teorias da fotografia como signo da verdade ou como reprodução do real.

   Desde criança eu me interessei pela fotografia que para mim foi se tornando uma experiência pessoal e agradável pois facilitava conservar vivo em uma imagem, momentos especiais. Lembro bem das máquinas caixão, que utilizavam filmes 127 e que tiravam fotos em preto e branco. Depois elas foram sendo trocadas pelas que usavam filmes coloridos de 35mm, e mais tarde pelas câmaras Polaroid, de revelação instântanea, um encanto para os amadores de então.

   Hoje a fotografia é universal e está em toda parte: jornais, revistas, livros, cartazes, etc. e registramos em fotos aqueles momentos importantes da nossa vida, as festas, a família reunida, e as viagens. A introdução da tecnologia digital modificou drasticamente os paradigmas que norteiam o mundo da fotografia, mas nem todo fotógrafo é um profissional da fotografia, e certamente muitos dos leitores, como eu, são fotógrafos amadores. Ao mesmo tempo os equipamentos estão sendo oferecidos a preços cada vez menores, disponibilizam recursos cada vez mais sofisticados, com melhor qualidade de imagem e facilidade de uso. A incorporação da câmera fotográfica aos telefones celulares revolucionou a mídia e levou a fotografia ao cotidiano dos indivíduos, mas o fotógrafo ainda é um artista da luz e imagem.

   A simplificação dos processos de captação, armazenagem, impressão e reprodução de imagens proporcionadas pelo ambiente digital, aliada à integração com os recursos da informática, como organização em álbuns, e incorporando a distribuição via Internet, ampliou e democratizou o uso da imagem fotográfica nas mais diversas aplicações. Atraves de programas de computador, qualquer pessoa pode ter um belo retrato sem a necessidade de ir a um cirurgião plástico. Mas nada disso supera a arte de Dib Hauaji, a quem eu considero como o mago da fotografia. 

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CONFRATERNIZAÇÃO E PAZ  escrito em terça 10 janeiro 2012 06:45

Blog de albertofioravanti :ALBERTO FIORAVANTI, CONFRATERNIZAÇÃO E PAZ

Crônica publicada no jornal “O Diário” de Campos dos Goytacazes em 6 de janeiro de 2012.

   Hoje é o dia 6 de janeiro de 2012 e estamos a 360 dias do fim do ano. Lembro-me que no início deste século, se falava como seriam os próximos 100 anos. Assim, na passagem de 31 de dezembro para 1º de janeiro, comemorei com meus filhos e netos o Dia da Paz Universal ou o Dia Mundial da Paz, procurando indícios dessa Paz. Mas o motivo principal da nossa reunião foi Maria Santíssima, a Mãe de Deus, que no dia 1º. do ano, a oito dias depois da Natividade, o calendário dos santos nos evoca ao mistério de sua maternidade divina. Maria, que é "a Virgem mãe, Filha de seu Filho, a humilde e a mais sublime que todas as criaturas, objeto fixado por um eterno desígnio de amor" (Dante). Maria tem todo o direito de chamá-lo "Filho", e Ele, o Deus onipotente, chama-a, com toda verdade, de Mãe! E em Maria projeto minha mãe Amélia.

   Lembro que foi em 8 de dezembro de 1967, que o Papa Paulo VI, pela primeira vez, convidou os homens para realizarem essa comemoração no primeiro dia de cada ano. Lembro-me também que o Papa Paulo VI recomendou que esse dia fosse celebrado pelos verdadeiros amigos da Paz, independente de credo, de etnia, ou de posição social ou econômica.

   Mas pelo que vejo hoje, será que existe alguma Paz no mundo e no nosso Brasil? Mas será que PAZ é ver pessoas dormindo pelas ruas das cidades e pedindo esmola nas esquinas, jovens fumando “crack” ou pessoas morrendo nas filas de algum hospital à espera de atenção? Entretanto a Paz que se comemora com grandes queimas de fogos de artifícios, com shows com aristas famosos e ridículos sacerdotes-cantores que despertam sensualidade, é o engano da utopia. Essa utopia de paz é parte da política do “pão e circo” que aliena o povo de forma fria e crua da realidade existente, onde impera a violência, e os assaltos e assassinatos crescem a cada dia e criminosos e políticos corruptos permanecem impunes.

   Seria essa a verdadeira comemoração do Dia Mundial da Paz, desse primeiro dia do ano que não tinha pretensão de ser uma celebração religiosa, mas uma celebração de todos os amigos da Paz. Pensei que o ano de 1968, ano da primeira comemoração, seria um ano tranqüilo, mas grandes tragédias aconteceram - a guerra do Vietnã, os assassinatos de Robert Kennedy e Martin Luther King, a luta da população civil brasileira contra os modelos autoritários de governo, a instituição do AI-5, pelo presidente Costa e Silva, que hoje é considerado como um atentado à liberdade humana. Nessa época eu vivia em Turrialba, uma pequena linda cidade da Costa Rica, mas apesar da distancia, pelos jornais, rádio e televisão, e cartas de parentes e amigos me mantinha informado do que acontecia no mundo e no Brasil. Nesse tempo a Internet nem nos meus sonhos existia.

   E a Paz existe? Tristemente ela virou uma utopia! A Paz deveria ser uma relação harmoniosa entre pessoas, povos e nações, numa ausência total de violência. E para lograrmos a PAZ verdadeira deveríamos nos lembrar de questões como o respeito às crianças, à rejeição da discriminação, o fortalecimento à solidariedade, o combate à pobreza, a promoção da educação, o perdão, uma justiça atuante com eficácia para todos e o respeito irrestrito pelos direitos humanos. Para este ano o tema escolhido foi - “Educar os Jovens para a Justiça e a Paz” - uma excelente proposta para a época conturbada em que vivemos. Mas alguém acredita nisso?

   É inegável que a celebração de um Ano Novo suscita na gente expectativas e também temores, mas, sobretudo esperanças de se lograr relações mais justas e fraternas. Assim a confraternização se transforma em Equilíbrio e Paz, e as duas juntas deveriam seguir sempre de mãos dadas com o amor universal. Mas é irônico ver que o que nos deveria unir, com um sentimento de obediência e de respeito ao Criador, acaba sendo até motivo de desunião, de desamor, e de não confraternização.

   O peso do ano velho ainda está em nossos ombros, em nossa vida, e em nosso coração, mas ainda é tempo de decretar a paz no coração, de aceitar o silêncio e de contemplar uma flor que nasce para deixar nossa voz interior gritar.  Mas nosso complexo de onipotência sempre cria a ilusão de que podemos fazer tudo. Então paremos. Rezemos. Olhemos para o Universo e para o nosso próximo, Aí veremos que ainda há bondade no mundo, e que podemos exercitar a arte de sermos felizes e de nos confraternizar com todo o mundo.

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