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É NATAL! MAS ONDE ENCONTRAREMOS O MENINO JESUS?  escrito em quarta 20 janeiro 2010 18:46

Crônica publicada no "Monitor Campista" em 24 de dezembro de 2006.

Não ha tradição mais universal que nos une e identifique tanto como a celebração do Natal. Só sua menção basta para trazer emoções, excitação e alegria às crianças, dias de festa e bons momentos para os jovens, e gratas saudades e esperança para os adultos.

Alberto R. Fioravanti.

24 e 25 de dezembro de 2006. Um fraternal abraço e os votos de Boas Festas para todos, onde quer que se encontrem. Desejo que a alegria desta temporada se estenda por todo o Ano Novo de 2007 e que nos permita de aproximar, cada vez mais, de todos os seres humanos como um grande povo de mil rostos, mas de um só coração. O Natal é a festa cristã mais importante, junto com a Páscoa, na que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. As Igrejas cristãs, a Católica e a Protestante, celebram o Natal em 25 de dezembro, mas a Igreja Ortodoxa o celebra em 7 de janeiro, pois não aceitou o calendário Gregoriano que reformou o calendário Juliano da época romana.

            Nos idiomas latinos a palavra Natal ou “Navidad” provem de "natividade" ou nascimento. Os anglo-saxões utilizam o termo “Christmas”, cujo significado é "missa de Cristo", e em algumas línguas germânicas, como o alemão, a festa se denomina “Weihnacht”, que significa "noite de bênçãos". Historiadores e estudiosos da matéria afirmam que Jesus não nasceu nem em dezembro nem em janeiro, mas que com toda probabilidade teria nascido em setembro. Quando a Igreja converteu ao cristianismo os povos pagãos do norte da Europa, constatou que a festa mais importante para eles era o solstício de inverno, ou seja, o dia mais curto do ano, a partir do qual os dias voltavam a ser mais longos. É compreensível que se celebrasse nesse dia algo muito especial, porque nessas latitudes, durante longos meses do ano havia poucas horas de sol e, pelo contrário, muitas horas de escuridão. O solstício de inverno cai em 21 de dezembro e esses povos, que chamavam esse dia como a festa da luz ou do sol, o celebravam colocando velas ou tochas nas árvores.

A Igreja não quis arrebatar aos povos pagãos sua principal festa impondo-lhes outra, de forma que fez coincidir a data do nascimento de Jesus Cristo com o dia do solstício de inverno. Durante muitos séculos o Natal foi uma festa de caráter essencialmente religioso e solene, e era quando se reuniam os familiares e amigos para celebrar conjuntamente o nascimento de Cristo. Em tempos mais recentes esta festa adquiriu um caráter comercial, na qual a maioria das famílias reunidas em torno de uma árvore de natal trocam presentes. Foi este caráter comercial que converteu o Natal, em forma crescente, numa festa popular na maioria dos países do mundo, independentemente de suas crenças religiosas. Mas, em tudo isso, onde está o menino Jesus? Onde está aquele menino da manjedoura que os magos do oriente foram adorar?

Para obtermos uma resposta devemos primeiro estar conscientes que a cada dia morrem 35 mil crianças por causas evitáveis. A pesar dos progressos, na América Latina a desnutrição crônica de menores de 5 anos é de 16% (UNICEF) e 18% dos partos não tem assistência médica (OPS). No Brasil 190.000 crianças morrem por ano por males relacionados com a pobreza, enquanto que na região norte da Argentina ha um 80% de pobreza infantil. Uma outra inversão fundamental, que deveria ser prioritária, está na área da educação, pois segundo o UNICEF, prolongar um ano mais a escolaridade das crianças da América Latina permitiria reduzir a mortalidade infantil em 9 por mil. A educação faz a diferença a nível individual como das nações, ainda mais numa economia global, baseada cada vez mais na aquisição de conhecimentos.

Está comprovado que nas empresas privadas a taxa de retorno da inversão em educação de seu pessoal triplica à realizada em infraestrutura e equipamento. Países como Coréia, Japão e Israel gastam com a educação mais de 7% de seu Produto Bruto, quando a América Latina dedica menos de 4,5%. Na Argentina 79,6% dos jovens pobres não terminam a secundaria, enquanto que nos Estados Unidos 54% dos jovens de 20 a 24 anos com escola secundaria chegam à universidade, e no Brasil somente um 6% conseguem. A conseqüência do deliberado Apocalipse desatado contra os jovens é enorme - no mundo mais de um bilhão de crianças sobrevivem debaixo do umbral da pobreza.

Mas hoje já é Natal. E que vamos fazer? Não devemos procurar o menino Jesus, o menino Deus, nas imagens bonitas e delicadas dos nossos presépios, mas sim devemos procura-lo entre aquelas crianças desnutridas que nesta noite santa foram dormir sem ter nada que comer!

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A MIOPIA DO PODER  escrito em quarta 20 janeiro 2010 18:26

Crônica publicada no "Monitor Campista" de 4 de janeiro de 2003.

Fora e dentro de suas fronteiras, Bush tem despertado mais antipatias que simpatias.

Alberto R. Fioravanti

Ainda de que se trate de duas nações diferentes, a forma de fazer política nos Estados Unidos e no Brasil se parecem, entretanto no Brasil a malandragem e a corrupção política é mais evidente e a justiça é cega. Assim há pelo menos quatro coisas que poderiam ser feitas para que George Bush II continue no poder depois das eleições que se celebrarão este ano nos Estados Unidos: 1- que fizesse crer aos norte-americanos que a economia de seu país vai de vento em popa (ainda que não seja certo); 2 - que conseguiu prender a Osama Bin Laden durante a campanha eleitoral; 3 - que ocorresse o mesmo das eleições de 1999, quando o voto da Florida o levou à presidência, contra da decisão soberana do povo; ou 4 - que se ignorasse realidade das análises que dizem, há anos, do vulnerável que é o sistema de votação eletrônica às manipulações fraudulentas.

A seu favor, Bush tem a disposição os milhões de dólares dos republicanos que não poupam um “penny” sequer para manter a um dos seus no poder. Em seu contra, poderíamos começar por reconhecer a campanha orquestrada pelo multimilionário George Soros e outros norte-americanos de igual posição, que consideram a Bush II como um atentado para a paz de seu país e do mundo.

Tanto fora como dentro de suas fronteiras, Bush tem despertado mais antipatias que simpatias, e não é para menos. Com o tema da guerra, engano vil para seu povo e realidade confirmada para o resto do mundo, pôs em evidencia seu interesse em favorecer a industria armamentista do mundo e os interesses geopolíticos, geo-econômicos e geo-estratégicos de seu governo. O terrorismo só serviu de desculpa para una ação guerreira baseada na informação contida em relatórios de secretos, velhos, inexistentes ou falsos.

O dinheiro dos norte-americanos foi invertido numa guerra inútil, e a economia do país titubeia. Enquanto se reduz o gasto social, se incrementa a industria da guerra que beneficia só a uma minoria próxima ao poder. Para complicar as coisas, se abre agora a grave suspeita de que atos de espionagem foram perpetrados, antes da guerra do Iraque, desde a Grã-Bretanha e Estados Unidos, contra o Secretario Geral da ONU, o que é crime.

A política de segurança do governo de Bush, de caráter policial, afeta não somente aos emigrantes que chegam do Sul, mas também a todas as pessoas de países etiquetados por eles como “altamente perigosos”. Graças a Bin Laden e a Bush, viajar hoje implica tensões desnecessárias  para milhões de pessoas desses países, ainda que se saiba que são inocentes. Mas regressando ao tema da migração, um exemplo é a recente disposição de Bush de legalizar os imigrantes pelo período de três anos, visto por muitos como una medida eleitoreira que depois permitiria facilmente a repatriação de muitos deles à seus países de origem.

Por outra parte, no marco dos acordos e tratados de “livre” comercio, o governo de Bush insiste em negociar em condições de desigualdades, e pede a outros governos o que o seu é incapaz de dar. Os subsídios milionários aos agricultores norte-americanos, em detrimento dos agricultores dos países pobres, assim como a imposição de cargas tributárias não eqüitativas, tem sido temas muito questionados nas negociações nos fóruns internacionais..

Bush tampouco é um santo da devoção de quem trabalha com os temas de diretos humanos ou ambientais; sua negativa de apoiar instrumentos e espaços internacionais como o Tribunal Penal Internacional ou o Protocolo de Kyoto, definiram desde o inicio, o perfil de sua gestão governamental. Nem precisa dizer que acadêmicos e artistas de reconhecida trajetória, que se opuseram à guerra, seguem criticando abertamente a seu governo.

Ainda que o presidente Bush não seja precisamente um líder carismático e comprometido com seu povo, como todos gostariam que fosse, é inegável que tem a seu favor a muitos dos grandes meios de comunicação de massa de seu país. Sem dúvida a campanha será muito dura, mas o mundo mereceria que esse país fosse governado por uma pessoa capaz e consciente da miopia que pode provocar o poder. O problema da miopia que provoca o poder não é fato novo para nós brasileiros, só que aqui no Brasil esses níveis de miopia já atingiram ao da pior cegueira.

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TERREMOTOS – A NATUREZA INCONTROLÁVEL...  escrito em quarta 20 janeiro 2010 18:18

Pulicado no "O Diário" de 15 de janeiro de 2010.

Alberto R. Fioravanti.

   Vejo com preocupação e tristeza o aumento do número e da intensidade dos terremotos nos últimos anos. Tendo visto e sentido os efeitos devastadores dos terremotos que em 1985 afetaram a cidade do México, e em 1986 a cidade de San Salvador, El Salvador, e vivido na Guatemala onde os tremores acontecem diariamente, penso que esses fenômenos deveriam também servir para sacudir o íntimo dos seres humanos, para que se libertem de sua inércia espiritual. “Porque sabemos que toda criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (Rom. 8:22).

   As estatísticas indicam que ocorrem cerca de 500 mil tremores por ano em todo o globo, e há quem fale em até um milhão de sismos, dos quais 100 mil são percebidos pelas pessoas e que pelo menos mil causam danos. É incrível, mas a Terra tem tremido sem parar, o que não é nada bom.

   Amigos que visitavam o Japão com freqüência me contaram que num único fim de semana, sentiram mais de 200 terremotos de intensidade leve e moderada. Ainda que muitos japoneses considerem isso como "normal" em seu país, todos esses sismos e a movimentação dos 86 vulcões ativos no país são prenúncios de uma catástrofe gigantesca, a qual, ao contrário do que até mesmo pessoas sérias e realistas possam imaginar, não está reservada a um futuro longínquo. Não é sem razão que desde a década de 1970 muitas aves migratórias evitavam o Japão…

   É interessante lembrar que essa situação de insegurança já fora prevista há milênios para toda a humanidade. Por exemplo, quando visitei o Egito em missão da FAO/ONU, os meus contrapartes do Ministério da Agricultura egípcio me levaram para visitar a Grande Pirâmide de Gizé, que está nos arredores da cidade do Cairo. Foi uma vista impressionante e inesquecível. Lá me levaram à sala, ou câmara, chamada Câmara do Rei, ou Sala das Nações, ou ainda Sala do Juízo. Essa câmara apresenta um piso desigual, indicando a insegurança dos seres humanos na época do Juízo em relação ao próprio solo que pisam. A explicação do significado desse piso irregular me foi indicada como: "O piso desigual indica que na época do Juízo os seres humanos não mais terão sob os pés um solo liso e firme. A terra por onde eles se locomovem não conterá mais nenhuma segurança para eles, pois não sabem o que o próximo passo lhes pode trazer."

   Os grandes terremotos são aqueles de magnitude igual ou superior a 6 na escala Richter. Essa escala é logarítmica, assim um terremoto de magnitude 7 é dez vezes mais forte que um terremoto de magnitude 6, e assim por diante. O terremoto de Kobe, no Japão em 17 de janeiro de 1995, que foi considerado como "o pior do século XX", teve uma magnitude de 7,2 graus na escala Richter.

   Além de maior freqüência, verifica-se também um crescimento da intensidade dos terremotos, e alguns deles se tornaram até famosos em razão da destruição e do número de mortes causadas, como o da Guatemala (um milhão de desabrigados) e o da China (750 mil mortos) em 1976; o do México em 1985 e o do Japão em 1995. Infelizmente, também essas grandes catástrofes acabam esquecidas após um tempo maior ou menor, transformando-se em meras curiosidades históricas.

  Na terça-feira passada, um forte tremor de pelo menos 7 graus de magnitude atingiu o Haiti, o país mais pobre do continente americano. A força do terremoto foi devastadora, principalmente numa cidade como Porto Príncipe, capital do país, onde vivem cerca de 2 milhões de pessoas. Muitos prédios desabaram, inclusive hospitais, igrejas, a sede local da ONU e o palácio presidencial, estimando-se que pereceram milhares de pessoas, entre as quais cidadãos brasileiros, inclusive a humanitária Dona Zilda Arns, médica pediatra, fundadora da Pastoral da Criança.

 Dr. em Planejamento Econômico e Social, e acadêmico da Academia Campista de Letras. 

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SERÁ QUE ATÉ DEUS DESPREZA OS IDOSOS?...  escrito em quarta 20 janeiro 2010 18:03

Publicado no "O Diário" do dia 8 de janeiro de 2010.

Alberto R. Fioravanti.

   A expectativa de vida vem aumentando continuamente e a da população brasileira passou de 69,66 anos (69 anos, 7 meses e 29 dias) para 72,86 anos (72 anos, 10 meses e 10 dias) de 1998 a 2008. Assim, segundo uma recente pesquisa divulgada pelo IBGE, os brasileiros nascidos em 2008 esperariam viver, em média, 3 anos, 2 meses e 12 dias a mais do que os nascidos em 1998.

   A mesma pesquisa também mostra que a participação dos idosos na população será quase igual à dos jovens em 2030. Em 1980, as crianças de 0 a 14 anos correspondiam a 38,24% da população e, em 2009, elas representavam 26,04%. Já o contingente com 65 anos ou mais pulou de 4,01% para 6,67%. Em 2050, o primeiro grupo representará 13,15%, ao passo que, a população idosa ultrapassará os 22,71% da população total.

   A nível mundial as estatísticas indicam que a população idosa vai aumentar consideravelmente, o que é bom, pois é inegável que a experiência acumulada com a idade será preservada. Entretanto noto com perplexidade que a tendência no Brasil é a de excluir a participação dos idosos nos postos de trabalho, certamente para dar espaço aos mais novos, como acontece com os Embaixadores brasileiros que são compulsoriamente aposentados ao completar 70 anos. Mais preocupante ainda é o caso dos bispos, arcebispos e párocos, dentro da hierarquia da Igreja Católica, que devem renunciar ao completar 75 anos. Como sei que Deus não despreza os idosos, não compreendo o fato de a Igreja Católica obrigar essas renúncias, sem levar em consideração a capacidade, experiência, ou disposição desses titulares de 75 anos, de continuar exercendo suas funções. A história sacra destaca o valor de inúmeros personagens idosos, e hoje o próprio Papa Bento XVI, com 82 anos de idade, possui uma ampla experiência, e tem um grande dinamismo e capacidade de trabalho. Não penso que ele tenha vontade de renunciar.

  Ainda sob os efeitos da alegria do período natalino, penso no Menino Jesus numa manjedoura, nos convidando a um compromisso permanente com a vida, para que nos seja assegurada uma existência digna, justa, fraterna, solidária e feliz. Em criança aprendi que a idade mais avançada era símbolo de sabedoria, de discernimento e de capacidade de aconselhar com maior clareza. Porque então considerar o religioso idoso como uma pessoa ultrapassada?

    A Bíblia está repleta de referencias de pessoas anciãs, que apesar da sua avançada idade, desempenharam funções importantes para seu povo e para a humanidade, e por isso, como católico, me surpreende ver que, na prática, há quase uma proibição para que religiosos idosos continuem desempenhando seu ministério. Deus chamou Moisés para resgatar os hebreus da escravidão e levá-los à terra prometida quando ele tinha 80 anos. Porque Deus chamaria a um “velho” para guiar seu povo, se havia muitos outros jovens entre os hebreus?  Porque Deus daria a Abraão o privilégio de ser pai aos 100 anos e Sara sua esposa, ser mãe aos 90 anos, quando tiveram Isaac?

   Deus é justo. Por outro lado, mais importante do que a “eliminação” de religiosos idosos é a necessidade de que a hierarquia da Igreja nunca encubra crimes como recentemente ficou demonstrado ter ocorrido na Irlanda, país de fortes raízes católicas, onde o Vaticano foi duramente criticado por não responder a cartas enviadas por investigadores à Arquidiocese de Dublin.

   Se os idosos eram importantes na formação da civilização, porque não são mais nesta época em que a longevidade vem aumentando cada vez mais?

 

Dr. em Planejamento Econômico e Social, e acadêmico da Academia Campista de Letras.

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E CHEGAMOS AO NATAL...  escrito em domingo 27 dezembro 2009 08:30

Publicado no jornal “O DIÁRIO” em 26 de dezembro de 2009.

E CHEGAMOS AO NATAL...

   Quem tem mais de cinco ou seis décadas de vida se dá conta que o tempo passa como uma prova de velocidade. Na realidade não é assim. E procuro vê-lo através dos olhos de meus netos, para quem esta época de esperança chega quando já se esqueceram dos natais anteriores. Os natais passados e o presente, para nós adultos, fazem recordar a possibilidade deste ser nosso último, porque como diz um velho ditado, qualquer dia é bom para morrer. Assim pensamos na possibilidade deste ser nosso último Natal ou de nossos amigos e familiares, sobretudo se a idade deles é maior que a nossa. 

   O NATAL tem a característica especial da ambivalência entre a felicidade e a tristeza, ao sabor agridoce de sua presença. A felicidade está em relação direta com os sorrisos das crianças, sobretudo dos que, em sua inocência, acreditam na chegada do bondoso velhinho trazendo brinquedos. Ela está também relacionada com a presença dos seres queridos, porque de alguma maneira o Natal desperta a fraternidade, ainda que seja por breves momentos. O espírito cristão se manifesta assim, ainda entre os que não acreditam, ou não dão a verdadeira importância ao significado do nascimento do Menino Deus, motivo fundamental das celebrações, em todo o mundo, onde o cristianismo existe em suas múltiples denominações...

   O NATAL também é motivo para pensarmos n aqueles momentos de felicidade do passado, causados pelos filhos, então crianças e agora adultos, ou porque estavam vivas as pessoas cuja ausência definitiva constitui uma dor impossível de ser curada completamente. É então que a tristeza misturada com a saudade se faz presente e nos acompanha por alguns momentos ou por alguns dias. Essa é uma das causas pelas quais passar o Natal fora de casa e da família é uma experiência triste, ainda que tenhamos vivido muito tempo em terras distantes, onde o frio natural de dezembro se complementa com a sensação gélida provocada pelo desejo de regressar a casa, mas não poder fazer-lo, por qualquer motivo.

   O NATAL resulta ser uma grande fonte de recordações da nossa própria vida. Inconscientemente regressamos a nossa infância, às recordações dos nossos brinquedos preferidos, das nossas ilusões, da experiência de termos queimado as mãos com os fogos, ou de termos caído ao montar pela primeira vez uma bicicleta. Assim a festa mais importante do mundo cristão se converte numa fonte de luz pessoal, além dos aspectos puramente religiosos. Seu efeito também é importante para nosso futuro pessoal, pois constitui um descanso ou umas férias, ainda que por pouco tempo, das tribulações e das dores que com demasiada freqüência estão presentes no caminho de nossa existência.

   ESTA ÚLTIMA REFLEXÃO é importante, principalmente num ano como 2009, flagelado de problemas de todo tipo, tanto pessoal como nacional e internacional. Mas o principal do Natal é sua essência e vamos comemorar o nascimento do Filho de Deus, de um Deus cheio da bondade e de perdão, de um Deus amigo e sempre pronto para nos escutar.

   COM UM FRATERNO ABRAÇO desejo que a PAZ esteja no coração de todos e que passem este Natal com suas famílias, unidos e imbuídos no verdadeiro espírito desta celebração. FELIZ NATAL!

 Alberto R. Fioravanti - Dr. em Planejamento Econômico e Social, e acadêmico da Academia Campista de Letras,

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